De olho na íris PDF Imprimir

 

Iridologia pode identificar estados emotivos, padrões psicológicos e órgãos que precisam de atenção.

A farmacêutica Tarsila Galvão Domene Bessoni examina paciente: ‘‘Eu uso a análise da íris para conhecer a personalidade, tendências e traumas das pessoas que atendo’’.

Tal qual um mapa astral, que se configura no momento em que se nasce, a íris de cada pessoa também revela, desde o parto, traços da personalidade e pontos do corpo que merecem cuidados e atenção ao longo da vida. Entretanto, não se trata de técnica de ficção científica, diagnóstico médico, sequer envolve qualquer elemento místico. É uma terapia alternativa que cresce no Brasil e tem como objetivo analisar e conhecer uma pessoa através do estudo dos olhos.

´´Principalmente na Alemanha a análise da íris já tem bastante aceitação. Há até empresas que a realizam antes da contratação de um funcionário´´, destaca o iridologista e terapeuta Marco Castro. A técnica surgiu no século 19, na Hungria - através de descobertas e pesquisas do médico Ignatz von Péczely®MDNM¯. Consiste em mapear a parte colorida do olho identificando marcas, formas e manchas que apontam, a partir de uma padrão iridológico, cuidados com órgãos e até com estados emotivos do ´´paciente´´.

Apesar do crescente interesse, no Brasil o principal motivo que leva uma pessoa à análise da própria íris ainda é a curiosidade. ´´O cliente chega querendo saber o que é, mas depois acaba confiando e levando a sério, o que é bastante importante, pois pode ajudá-lo a explicar e prevenir coisas que a medicina tradicional não vê com tanta relevância´´, diz Castro. Um exemplo são traços da personalidade que podem facilitar o desenvolvimento de doenças. O estudo da íris vai apontar o perfil psicológico e os órgãos que podem ser afetados.

O iridologista explica: ´´Estes pontos, manchas e anéis que analisamos são formados desde o nascimento. O que pode variar é a forma da pupila e coloração dos olhos. Assim, é preciso que o iridologista identifique no histórico da pessoa se aquele ponto em análise já foi trabalhado, pois a mancha não vai desaparecer´´.

Castro diz que a consulta é feita através de dois encontros. No primeiro é realizada uma entrevista para que o terapeuta possa conhecer o novo cliente. No final desta etapa é tirada uma fotografia da íris, que será mapeada pelo profissional. ´´A partir de então, faço um relatório desses olhos e a pessoa retorna para que eu possa explicar item por item do que foi identificado. Daí, é uma opção o cliente seguir em terapia ou até realizar exames médicos´´.

Apesar da falta de estudos aprofundados sobre a técnica, o iridologista afirma que ela deve ser encarada como científica. ´´O que não pode é ser tratada como diagnóstico médico. É uma análise de pontos que merecem atenção. Nem por isso deve ser considerada como algo sem validade´´.

Técnica ajuda tratamento terapêutico

A técnica é utilizada como complementar por alguns terapeutas. A farmacêutica especializada em Terapia Floral, Acupuntura Auricular e Oligoterapia, Tarsila Galvão Domene Bessoni, de Londrina, afirma que a iridologia contribui para que conheça o paciente e facilite o tratamento terapêutico. ´´Eu uso a análise da íris para conhecer a personalidade, tendências e traumas das pessoas que atendo´´, explica.

Nem sempre ela revela tudo o que vê. ´´Sempre procuro contar as situações básicas, pois às vezes o que vejo precisa ser trabalhado naquele momento. E nem sempre a pessoa está interessada em tratar aquilo´´.

A professora Camila Chinaglia, 21 anos, que é paciente de Tarsila, aprova a técnica. ´´Quando a gente chega aqui (no consultório), não falamos tudo o que sentimos ou somos, então a análise da íris permite que ela nos conheça e vá trabalhando pontos que precisamos´´, diz.

A terapeuta também defende a técnica para situações emergentes. ´´Às vezes, percebo que a pessoa está com um nível de estresse que precisa ser cuidado com urgência. Nesses casos, a primeira coisa que faço é tirá-la desta situação. E isso eu percebo através da íris, mas aplico com outras técnicas e métodos, como o uso de florais, por exemplo´´.

Outro ponto importante, destaca, é que pelos olhos ela pode perceber situações que estão no inconsciente do paciente. ´´A íris é a impressão do inconsciente. E é interessante porque acabamos percebendo qual a missão da pessoa nesta vida. Isso é importante para ela, apesar de que não serei eu quem irá revelar isto. Ela é que perceberá qual seu caminho através do processo terapêutico´´. Camila comprova os efeitos: ´´É muito legal a gente se conhecer´´.(G.B.)

Iridologia não pode ser tratada como diagnóstico

O oftalmologista Gildo Fujii concorda que a técnica não pode ser tratada como diagnóstico. Ele afirma que é reconhecida em alguns lugares do mundo, mas defende que ainda é incipiente até como terapia alternativa. ´´Não existem estudos científicos que comprovem nada. Talvez ela poderá ser uma técnica importante no futuro, mas ainda precisa ser melhor estudada´´, opina.

Fujii explica que a partir de uma análise do olho humano é possível identificar doenças físicas, mas não somente a partir da íris. ´´Até um câncer pode ser identificado antes através do olho, mas isto acontece com um exame minucioso de todo o olho e não a partir de um mapa iridológico´´, comenta.(G.B.)

 
Fonte: FOLHA DE LONDRINA 

 
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