ORÉGANO PDF Imprimir

Orégano
(Origanum vulgare)


Características: Planta herbácea, perene, ereta, aromática, de hastes algumas vezes arroxeadas, nativa de regiões montanhosas e pedregosas do sul da Europa e cultivadas no Brasil. Existem atualmente muitos cultivares desta espécie em cultivo. É muito semelhante à Origanum manjorana L. (manjerona-verdadeira), também cultivada no Brasil (Lorenzi et al., 2002).

É considerado um dos mais antigos conservantes alimentares que se tem notícia. Os antigos assim o utilizavam evitando que houvesse a deteriorização precoce do alimento, assim com o para evitar a formação de bolores (Carreiro et al., 2009).

Nome Popular: Orégano, manjerona-baiana, manjerona-selvagem, manjerona, orgão, ouregão.

Família Botânica: Lamiaceae

Princípios Ativos: Dentre os componentes do óleo essencial do orégano, duas substâncias se destacam como princípio ativo, Carvacrol e Timol (Sivropoulou et al., 1996). Possui ainda, flavonóides, ácido rosmarínico, triterpenos (e.g. ácido oleanóico, ursólico, 4-terpineol, g-terpineno), esteróis, vitamina A, vitamina C, cálcio, magnésio, zinco, ferro, potássio, cobre, boro e manganês (Carreiro et al., 2009).

Indicações:  O orégano está sendo largamente utilizado para a Síndrome fúngica, uma síndrome oculta e silenciosa, como se referem os estudiosos no assunto aos efeitos que a multiplicação exacerbada destes organismos causam a todos os sistemas do nosso corpo (Carreiro et al., 2009).


Os fungos fazem parte da microbiota presente nas mucosas do nosso organismo, principalmente na mucosa intestinal, desde sempre. A convivência com esses microorganismos é natural e, na maioria das vezes, pacífica. Entretanto, nas últimas décadas, o reconhecimento do número de patologias associadas à proliferação exacerbada de fungos tem sido muito documentado (Carreiro et al., 2009). 


Sabe-se que, em paralelo, outros movimentos comportamentais  surgiram e promoveram mudanças que acabaram alterando: o equilíbrio da microbiota intestinal, a capacidade do sistema imunológico de defender o organismo e a eficiência orgânica para eliminar substâncias tóxicas, cada vez mais presentes (Carreiro et al., 2009), facilitando assim a proliferação dos fungos em nosso organismo.


As patologias e estados emocionais que estão associadas a Síndrome Fúngica são: hiperatividade e distúrbios de concentração, depressão bipolar, depressão, ansiedade, fibromialgia, fadiga crônica, enxaqueca, tireoidite de Hashimoto, psoríase, artrite reumatóide, distúrbio gastrintestinal, micoses, infecções urinárias, compulsividade, alergias, imunodepressão, assadura, sapinho, aftas, irritabilidade, letargia, cistite intersticial, necessidade de comer doce, acnes, dermatite seborréica, candidíase vaginal de repetição, rosácea, edema, sangue nas fezes, queda de cabelo, colite, bronquite, boca ou garganta seca, urgência urinária e hipoglicemia (Carreiro et al., 2009). 


Muitos estudos comprovam a eficácia do óleo essencial de orégano contra fungos. Adam et al (1998) afirma que dentre as espécies Origanum vulgare, Mentha spicata, Lavandula angustifolia e Salvia fruticosa, o orégano (Origanum vulgare) demostrou maior atividade fungicida a cita as substâncias Carvacrol e Timol como aquelas que possuem maior atividade antifúngica. Estudos de Sahin et al. (2005) apresentam resultados que mostram que a atividade microbiana do óleo de orégano é positiva contra todos os 10 tipos de bactérias e 15 tipos de fungos testados. Souza et al. (2007) mostra a atividade do óleo de orégano na diminuição do crescimento de fungos da espécie Candida albicans e Candida krusei em alimentos.

Além disso, Chun et al. (2005) testaram a atividade antimicrobiana deste óleo contra a bactéria Helicobacter pylori, importante em casos de úlcera gástrica e duodenal. A inibição do crescimento desta bactéria é atribuída neste estudo por alguns compostos fenólicos.

Mecanismo de ação: O Carvacrol, em particular, tem a propriedade de inibir o crescimento de Candida albicans. O Timol estimula resposta imune. Em conjunto atuam também como varredores de radicais livres. Estes ativos atuam sinergicamente, portanto, previnem danos teciduais enquanto favorecem a cura (Carreiro et al., 2009).


Porção diária recomendada:
• 2 ml do óleo de orégano, dividido entre as refeições
Utilize 1 ml do óleo de orégano em duas refeições diárias.
Ex: tempere a salada do almoço e os legumes cozidos do jantar com 1 ml de óleo de orégano.


Autores:
Sérgio Tinoco Panizza – Farmacêutico – CRF-SP: 15036
Mariana Corrêa de Almeida – Nutricionista – CNR-3: 24095

 
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