V Curso Multidisciplinar de Fitoterapia - 19º. CONGREFITO – 2014.

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Dor - Plantas medicinais, Fitoterapia e Fitoterápicos (Uso externo) PDF Imprimir

Uso externo

1 ARNICA
(Arnica montana L.; F.B. 1ª, 2ª, 3ª edições)
O uso externo de preparações de arnica mostrou-se eficaz em atletas e esportistas lesionados (Cheung et al., 2003).
Parte(s) usada(s): flor.
Recomendações de usos:
Uso externo:
Infusão (flores) – uso tópico: 3g (1 colher de sopa) em 1 xícara (150 ml)
de água. Aplicar a compressa na área a ser tratada de 2 a 3 x ao dia.
Cremes, pomadas, géis a 10% (tintura) e 1% (extrato seco): Aplicar de 3-4x/dia.
TOXICIDADE E INTERAÇÕES (Pr Vademecum Prescripción de Plantas Medicinales, 3ª edição, 1998; Alonso, 1998)
Quando utilizada internamente, em doses elevadas, pode produzir alterações nervosas: alucinações, vertigens, problemas digestivos (irritação das mucosas) e complicações cardíacas. É recomendável evitar o uso interno e, quando administrado, nunca ultrapassar as doses usuais.
Topicamente, devido às lactonas sesquiterpênicas (especialmente a helenalina e seus derivados), pode produzir reações alérgicas cutâneas sob a forma de edemas e dermatite vesicular. É devido a esses efeitos que se recomenda usar sempre as formas farmacêuticas diluídas. Em caso do aparecimento de dermatites, suspender o tratamento.É contra-indicada para indivíduos que possuam sensibilidade à arnica; na gravidez, por ser abortivo, e na lactação (uso interno); em afecções hepáticas. A dose letal para humanos foi calculada em torno de 60 gramas. (PANIZZA, 2010)

2 CÁPSICO (Capsicum annuum L.; British Pharmacopoeia, 1988)
O cápsico age como analgésico promovendo ação revulsiva (Nakamura & Shiomi, 1999).
Parte(s) usada(s): fruto.
Recomendações de usos (Alonso, 1998)
Uso externo:
Cremes, pomadas, géis a 10% (tintura) e 1% (extrato seco): Aplicar de 3-4x/dia.
TOXICIDADE E INTERAÇÕES (Alonso, 1998) Durante a primeira semana de aplicação tópica de capsaicina, pode-se
observar uma sensação de queimação e eritema no lugar da aplicação, que desaparece ao continuar o tratamento (Bernstein J., 1988). A manipulação de cremes contendo capsaicina pode provocar quadros de dermatite de contato, culminando em uma síndrome denominada “hunan hand” segundo os pesquisadores do San Diego Medical Center da Califórnia (Williams S. et al., 1995).A inalação do capsicum pode desencadear broncoespasmos e alveolobronquite (Mitchell J.e Rook A., 1979). Não se deve tocar nos olhos logo após manipular os frutos, pois ocorrerá irritação. O capsicum em altas doses aumenta a secreção parietal de pepsina acompanhada pela perda de potássio e uma esfoliação de células parietais da mucosa gástrica, podendo produzir com o consumo habitual uma fibrose da submucosa gastrintestinal.
A DL50 para a capsaicina por via oral em ratos é de 190 mg/kg; por via intravenosa é de 0,56 mg/kg; por via intraperitoneal de 7,56 mg/kg e por via subcutânea de 9 mg/kg.
É contra-indicado o uso para indivíduos com gastrite, úlceras gastroduodenais e deve ser evitado durante a gravidez e lactação. Não aplicar sobre as áreas de pele alteradas. Deve haver cautela ao associar com anticoagulantes, corticóides e antiinflamatórios. (PANIZZA, 2010)

3 CONFREI (Symphytum officinale L.; British Herbal Pharmacopoeia, 1990)
Quando aplicado o gel no joelho com osteoartrite (3x/dia) diminui a dor, melhora a mobilidade e aumenta a resistência (Grube, et al., 2007).
Parte(s) usada(s): raiz e rizoma.
Recomendações de usos (Alonso, 1998)
Uso externo:
Cremes, pomadas, géis a 10% (tintura) e 1% (extrato seco): Aplicar de 3-4x/dia.
TOXICIDADE E INTERAÇÕES (Pr Vademecum Prescripción de Plantas Medicinales, 3ª edição, 1998; Alonso, 1998)
O uso prolongado por via interna é perigoso, pois contém alcalóides pirrolizidínicos, que são hepatotóxicos e podem produzir degeneração hepática.
É conveniente, portanto, o tratamento em curtos períodos: não mais de 4 a 6 semanas em um ano.
Os sintomas mais importantes de intoxicação incluem dores abdominais, hepatomegalia,aumento dos níveis plasmáticos de transaminase (Yeong M et al., 1991).
O FDA recomenda somente o uso tópico, salvo a prescrição facultativa de um médico especializado e sempre adotando um tratamento por um curto período (Mc Caleb R., 1993).
É contra-indicado o uso interno durante a gravidez, para lactentes ou para pacientes com hepatopatias e topicamente não aplicar sobre feridas abertas. (PANIZZA, 2010)

4 ERVA-BALEEIRA (Cordia verbenacea DC; Lista do SUS, 2009)
Essa espécie apresenta propriedades anti-inflamatórias e analgésicas atribuídas ao óleo essencial (α-humuleno, trans-cariofileno – Medeiros et al., 2007), flavonóides com gastroproteção (artemetina – Sertié et al., 1991) e ácido rosmarínico (Ticli et al., 2005). Suas folhas, ricas em ácido rosmarínico e substâncias antioxidantes, são utilizadas externamente em cosméticos há muito tempo pelos caiçaras do litoral brasileiro, em forma de extrato, misturada em sebo de carneiro (Sebum depuratum) ou outro animal, como calmante, suavizante
e refrescante da pele. Suas flores são utilizadas em floral-terapia para indivíduos dito “inflamados” e nervosos
Parte(s) usada(s): folha, óleo essencial.
Recomendações de usos (Panizza, 1998; Brasil, 2010a)
Uso externo:
Infusão (folhas) – uso tópico: 3g (1 colher de sopa) em 1 xícara (150 ml) de água. Aplicar a compressa na região afetada 3 x ao dia. Cremes, pomadas, géis a 10% (tintura), 1% (extrato seco) e 0,1% de óleo essencial: Aplicar de 3-4x/dia.
TOXICIDADE E INTERAÇÕES (Sertié, et al.,1988) Trata-se de uma planta com toxicidade muito baixa.
No entanto, com o fracionamento (separação do óleo essencial) as substâncias gastroprotetoras são retiradas.
Deve haver cautela ao associar com anticoagulantes, corticóides e antiinflamatórios. (PANIZZA, 2010)

5 GENGIBRE (Zingiber officinale Roscoe; F.B. 1ª edição)
Tem atividades analgésicas, anti-inflamatórias e hipoglicemiantes foram observadas em ensaios em ratos e camundongos, utilizando-se o extrato metanólico (Ojewole, 2006);
Parte(s) usada(s): rizoma.
Recomendações de usos (Alonso, 1998)
Uso externo:
Cremes, pomadas, géis a 10% (tintura) e 1% (extrato seco): Aplicar de 3-4x/dia.
TOXICIDADE E INTERAÇÕES (Pr Vademecum Prescripción de Plantas Medicinales, 3ª edição, 1998; Schulz, 2002) Ver informações anteriores. (PANIZZA, 2010)

PANIZZA, S.T. Como prescrever ou recomendar plantas medicinais e fitoterápicos. São Paulo: CONBRAFITO, 2010


 
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